terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Música ruim, calor e comida estranha

Um lugar onde eu não me sinto no meu, digamos, habitat natural, é naquela tal de balada. Não dá, eu não fui feito pra aquilo - e às vezes, dependendo do convite, eu ouso dar uma chance praquilo lá mas sempre me arrependo. E sempre me arrependo depois de uns 30 minutos, na melhor das hipóteses.
Eu não entendo o que leva as pessoas pra lá, por mais que eu tente: é um lugar onde sempre toca música ruim - com algumas exceções, que vou vou falar mais pra frente. Se acalme, piá! -, não dá pra andar direito, quente pra caramba - e, quem me conhece sabe o que isso significa pra mim: litros e mais litros de suor - e que, pra mim pelo menos, é cheio de gente que "é meio igual comida estranha: não conheço, mas não gosto, não." [@isaschweigert, 2009] Mas já dá pra dizer que melhorou um pouquinho: por causa da lei anti-fumo, pelo menos eu não saio fedendo cigarro.
Mas o pior da balada pra mim é a impossibilidade de conversar com as pessoas. Cada um fica dançando sozinho - ou não, no meu caso -, de um modo que lembra, de longe, autistas, e se comunicando, de vez em quando, com as pessoas que estão ao seu lado aos gritos e utilizando frases curtas. (Epifania do dia: quase um twitter!!)
Então chegamos no que é o maior mistério dessa tal de balada pra mim: eu não consigo entender como alguém vai pra esses lugares para "conhecer gente nova" se, pra mim - eu sou meio à moda antiga, não liguem - para começar a conhecer alguém eu preciso de, sei lá, pelo menos uma meia hora de conversa.
Por essas coisas que eu sou deveras a favor de barzinhos: um lugar onde as pessoas estão sentadas em volta de uma mesa, sem aglomeração, com uma música ambiente - que, em geral, é de bom gosto - que não é alta a ponto de fazer as pessoas se comunicarem aos berros e tudo isso regado a uma bebida de qualidade. E, claro, uma boa companhia.
Mas claro: há excessões. Lugares que eu acho que são considerados baladas que eu até gosto de ir, porque conseguem manter um bom nível musical e não são tão lotados. Bons exemplos, daqui de Curitiba, são o Crossroads e o Empório São Francisco. Mas também é muito de vez em quando, não esperem que eu vire frequentador assíduo desses lugares.
Concluindo, então, nunca me chame para uma balada ou coisa que o valha. A palavra em si já me irrita - tive que parar de escrever para ir vomitar umas três vezes, por causa do número de vezes que escrevi essa maldita palavra. A minha resposta vai ser sempre variações entre "acho que não vai dar" e "nem fodendo", de acordo com a intimidade que eu tiver com o ser. A não ser que o convite venha em um dos raros dias que eu esteja otimista o suficiente para pensar que "ah, não vai tar tão ruim" - mas esse otimismo dura no máximo 30 minutos, quando eu vou começar a pensar nos livros que podia tar lendo, na música que eu poderia estar escutando ou com quem eu estaria falando se não estivesse ali, naquela porcaria de lugar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paradoxos

As mulheres muito decididas que me perdoem, mas um pouco de doce é fundamental. É preciso ser mais caça que caçadora, sem nunca deixar de ter aquele olhar que só vocês sabem fazer - provocante com vergonha, envergonhado com um tanto de malícia. É preciso aquele jeito de mexer nos cabelos que é um chamado e ao mesmo tempo um aviso.
É preciso ter um riso permeado de tristeza, como um olhar perdido no horizonte, a espera de algo que ela sabe que não vai chegar. Também se deve mostrar frágil sem deixar de ser guerreira, que nos dê uma vontade de cuidar, de proteger de todo o mal que existe lá fora - mesmo sabendo que, no fundo, vocês são mais fortes que a gente.
Imprescindível também é aquele mistério todo, aquele pensamento que é impossível seguir, aquela aparente falta de sentido em tudo. É necessário também saber chorar, gritar e soluçar se, por causa dessa nossa insensibilidade, acabamos por não entendê-las. E não se pode negar o efeito devastador que aquela lágrima solitária a rolar pelo rosto tem sobre nós.
Básico também é que vocês se encontrem sempre além de nossas esperanças, por mais que já as tenhamos conquistadas. Que sempre nos ponha em dúvida sobre os teus sentimentos, que nunca nos dê a certeza que nos deixe desleixados. É preciso que sempre tenhamos a impressão de que, num piscar de olhos, vocês não estarão mais do nosso lado.
É gritante a necessidade de um quê de timidez, um restinho de um aparente medo do mundo que só torne ainda maior a impressão de que são etéreas, de que estão muito longe para serem tocadas.
Que tenha uma um pouco de molecagem sem deixar de ser feminina, um pouco de força com fragilidade, um bom tanto de tristeza sem deixar de ter alegria.
Mas mais essencial ainda é ter algum defeito - que não seja grave! -, que, sem ele, não seria tão perfeita assim. Uma cicatriz no joelho, uma pequena imperfeição no rosto - só visível muito de perto! - ou uma mania estranha. E sardas! Ah... um pouco de sardas só existem para deixá-las ainda mais perfeitas.

É preciso que tudo isso exista junto, que seja sem ser e que não se tente entender. Porque por maior paradoxo que sejam, também o é o que vocês nos fazem.
"...é um contentamento discontente..."

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Análise de Alma I: Preguiça

Qualquer tipo de análise de alma, em qualquer situação, é um erro. Primeiro porque você acaba descobrindo o que fez de errado este tempo todo e, segundo, que não há o que fazer pra consertar isso: você é assim mesmo e vai ser sempre assim. E terceiro, porque você pode descobrir coisas sobre você mesmo que era melhor não saber.
Como ficou entendido no post anterior, eu cometi esse erro há pouco tempo. Era de madrugada, claro. Claro que tinha sido um dia difícil. Também é claro que estava tocando alguma música condizente com a minha situação no momento. E, óbvio, eu estava ligeiramente bêbado. Ou seja, existiam todas as condições necessárias para um surto de análise de alma, mas mesmo assim foi um erro. Mas eu descobri algumas coisas interessantes sobre mim mesmo. Interessantes do tipo "podemos discutir durante dias sobre isso" e não interessantes "que legal!".
Uma das primeiras coisas que eu descobri - e que, depois de um tempo, em uma conversa com a Aninha, consegui dar um nome a isso - é que eu tenho uma preguiça absurda para relacionamentos. É, preguiça mesmo, não há outro nome pra isso. E isto ataca principalmente quando existe a possibilidade de começar um relacionamento (ou, às vezes, ter um relacionamento que dure apenas por poucas horas) com alguém que eu sei que não é o tipo de pessoa que combina comigo. Não sei se isso acontece com outras pessoas além de mim, mas assim que eu bato os olhos em uma mulher eu sei se a personalidade dela bate ou não com a minha: não sei explicar por que, só sei que é assim. [Chicó, 1998]
E quando isso acontece, quando eu - sabe-se lá como, em uma análise que dura, em média, 3,12 segundos - descubro que a personalidade da guria não combina nem um pouco com a minha, eu sou vítima de uma preguiça absurda para tomar qualquer iniciativa para conhecer, biblicamente falando, a pessoa. Isso porque, de certa forma, eu tenho o defeito de não conseguir começar um relacionamento sem pensar no futuro - seja o dia seguinte ou o dia em que vamos morrer os dois juntos, velhinhos (ergh! quanta melação!). E quando eu vejo que não tem futuro, eu sequer tento. Vou tentar explicar.
Quando eu vejo que as personalidades não combinam, eu já começo a pensar em como vai ser chato quando, por um acaso, ela me convidar para alguma coisa que ela gosta de fazer e eu não suporto. Também penso em como a gente vai brigar por causa disso e, por fim, como vai ter um fim trágico e doloroso para os dois lados. É, minha imaginação é sempre muito dramática: eu sempre imagino brigas homéricas, com vasos voando pela casa e gritos acordando todos as pessoas em um raio de 2km.
Ou então, quando o caso é mais grave(?) e a minha vontade é que o affair não dure mais que algumas horas - e que eu já sei isso de antemão - a preguiça é maior ainda. Porque então eu tenho preguiça do dia seguinte, de ter que arranjar desculpas para não aceitar futuros convites que eu não vou estar afim. Ou então preguiça daquela história de não saber se fala ou não com a guria, se cumprimenta com um beijo na bochecha ou na boca. Essas coisas desnecessárias que só complicam as coisas. Me dá preguiça!
Mas é claro que há exceções e, às vezes, a carência ou a vontade ganham da preguiça e eu me aventuro em algum relacionamento previamente falido. Mas me arrependo logo em seguida e tenho crise de consciência. Mas, normalmente, se eu venço a minha preguiça e tento qualquer coisa com alguma guria, é porque, lá no fundo, eu sei que vale a pena e que, de certa forma, nossas personalidades combinam.
O grande problema é que, graças à minha preguiça, eu tenho fama de lerdo e desligado. Não que eu não seja essas duas coisas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Temporada das Flores

Uma das coisas que todos deveriam ter direito por lei - e até, talvez, devia ser uma obrigação - era se perder de vez em quando. É sério! Há certas épocas na vida que tudo o que se precisa é largar mão de tudo e deixar o que sobrou ir no ritmo que melhor entender, sem forçar ou apressar nada. Às vezes o melhor é se sentir alheio a tudo.
Bom. Eu acho que estou acabando de sair de um momento desses na minha vida. Depois de tanta merda tantos problemas e ter feito tanta coisa errada, eu tive que me permitir um tempo pra nada. nada mesmo, sem ter qualquer tipo de pressa em resolver as coisas. Na verdade, eu deixei que tudo se resolvesse sozinho e eu estava decidido a não mexer um dedo pra ajudar.
Por isso que eu larguei essa bosta aqui o blog ficou meio abandonado por um tempo: eu não tinha cabeça (e olha que pra eu não ter cabeça pra alguma coisa é difícil, vide o pequeno tamanho da mesma) pra pensar em coisas que fossem alheias a mim mesmo. É sério: se eu já era intimista, neste tempo passei a ser mais ainda - e não queria que o que tivesse dentro saísse e/ou o que tivesse fora, entrasse.
Aqui estou eu de novo, depois de ter passado um tempo no espaço. Volto ao que eu era antes e talvez até melhor: aprendi muito sobre mim mesmo nesses dois meses. Apesar de não estar muito feliz com o nome do blog ou com o layout dele, to aqui de volta e dessa vez é de verdade.

Ps: nunca façam nenhum tipo de análise de alma. Nunca dá certo e você acaba descobrindo coisas que você não queria saber sobre você mesmo. É sério!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre ex, McDonald's e auto-crítica

ou Café requentado perde o gosto [Uhlmann, J. 2009]
ou Figurinha repetida não completa álbum

Uma das coisas que eu mais demorei pra aprender (eu acho que agora aprendi) em relacionamentos foi exatamente isso: figurinha repetida não completa o álbum. Mas não estou falando no sentido em que muita gente usa, de que ficar mais de uma vez com a mesma pessoa é chato - o que eu não concordo, claro. Estou falando no sentido de que se você namorou alguém por um bom tempo e terminou por um motivo qualquer, voltar com essa pessoa não vai dar certo.
Também não estou pregando aquele radicalismo que diz que "Ex bom é ex morto", afinal tenho um bom relacionamento - só amizade agora - com quase todas as minhas exes e eu acho isso bom. Afinal, como diz o grande Oswaldo Montenegro, "a ex é eterna": aquela pessoa só vai deixar de ser sua ex se, por um acaso do destino, vocês voltarem a namorar - e, acredite em mim, isso não é bom pra nenhum dos dois e só vai fazer com que ela volte a ser sua ex mais uma vez, quod erat demonstrandum. Então, se você vai ter que conviver com aquele ser o resto da vida, que seja de uma maneira agradável pra ambos os lados, não?
Mas como eu estava dizendo, este negócio de ficar indo e voltando que nem couro de pica [Frensch, A.C.C. 2009; Soltosky, J.A. 2007] não dá certo e nunca teria como dar certo. Afinal, se vocês terminaram, foi porque alguma coisa entre vocês dois não estava bem - seja porque você não aguentava um defeito dela ou o contrário - e um tempo longe um do outro não vai trazer uma mudança assim tão grande: ela (ou você mesmo) vai continuar com o mesmo defeito que outrora tinha e, por mais que tente controlar, um dia isso vai voltar e você (ou ela) não vai aguentar e o namoro vai chegar ao fim, mais uma vez. E acredite em mim quando eu digo que cada vez mais é mais doloroso e difícil, para ambos os lados.
E, vamos ser sinceros (e esta parte é uma auto-crítica): ficar indo e voltando em um namoro é patético. É como se você confessasse o quão inútil você é para conhecer novas amizades e/ou o quão intragável você deve ser, uma vez que não consegue arranjar ninguém que te queira. E, principalmente, você está jogando fora a chance de conhecer alguém melhor que ela, ou que, pelo menos, não tenha aquele defeito que você julga insuportável.
Como eu disse, namoro com ex nunca dá certo. Não adianta: o que incomodou muito antes, vai continuar a incomodar agora. E você, além de tudo, perde a chance de talvez, conhecer a sua alma gêmea uma pessoa legal e com que você não passe tanta raiva. Então, levante essa bunda gorda, apague o e-mail que você ia mandar para a sua ex, apague o número do telefone dela do teu celular (ou não, pra você saber quando ela liga E NÃO ATENDER) e vá conhecer alguém melhor. Sério, vai ser melhor pra todo mundo. (Esta parte também foi uma certa auto-crítica)

O grande problema disso tudo é que ex é igual McDonald's...

domingo, 19 de julho de 2009

20 de Julho

Dia 20 de julho é o dia do amigo! Taí uma data que eu sabia que existia - quem nunca recebeu um e-mail com um ppt comemorando o dia do amigo? - mas que eu nunca soube quando era! Até ver as propagandas da Skol (muito boas por sinal), que me trouxeram luz para esta questão tão fundamental. Afinal, amigo é muito importante. Aliás, na minha modesta opinião, este dia deveria ter mais impacto que o Dia dos Namorados: muita gente não tem um namorado, mas quase ninguém não tem um amigo. E eu considero um bom amigo mais importante que uma namorada: amigos podem te apresentar futuras namoradas, agora o inverso é mais difícil - mas não impossível, a minha experiência comprova.
Um bom amigo é a pessoa mais importante que você pode conhecer na vida - família não conta, você não escolhe! - e é aquele cidadão que sempre vai estar no seu lado. É aquela pessoa que você pode contar pra tudo o que precisar e a hora que precisar. Mas existem algumas regras para identificar um bom amigo e elas precisam ser seguidas à risca para uma amizade verdadeira existir. Vamos a elas:

- Amigo de verdade é aquele que não te impede de cometer um assassinato, te ajuda a esconder o corpo. Explico: Situação hipotética: você está namorando, é um cara comprometido e fiel mas a sua namorada deixou você viajar com seus amigos no carnaval. Lá, entre colombinas, pierrots, arlequins e gente bêbada vomitando na sua frente, aquela pessoa sensacional resolve dar em cima de você, mas você, fiel e comprometido, faz de conta que não é contigo. O que um amigo de verdade faz nessa hora? Te chama de veado e diz que, se você não pegar essa gostosa, vai apanhar. E você, obediente aos princípios da amizade, faz o sacrifício, claro! Na volta do carnaval, sua namorada pergunta se você se comportou bem e o seu amigo, amigo de verdade, diz - com a cara mais lavada do mundo - que você ficou em casa o tempo todo, vendo o carnaval pela TV.

- Amigo de verdade é aquele que aponta e te diz um sonoro "SE FODEU" quando alguma merda acontece com você. Você e seu amigo de verdade estão andando em uma rua movimentada quando não mais que de repente você tropeça, sai catando cavaco por uns 20 metros e se amontoa de boca no chão. O seu amigo prova a amizade usando uma das mãos para segurar a barriga, a outra para apontar pra você e ri da sua cara até não poder mais. Depois de uns 15 minutos rindo da sua cara, aí sim é que ele vai te juntar, te ajudar a levantar - isso se nenhum desconhecido já tiver feito isso.

- Amigo de verdade é aquele que não pede licença pra entrar na sua casa. Amigo é aquele cara que chega na sua casa nos horários mais exdrúxulos, às vezes sem avisar ou, no máximo, avisando que está na portaria e que é pra você por uma roupa pra que ele não tenha que ver a sua bunda peluda. E quando entra na sua casa, mal te cumprimenta e já vai atacar a sua geladeira - reclamando primeiro, claro, da qualidade e quantidade de víveres (cerveja) que você tem em casa.

- Amigo de verdade é aquele que te faz passar vergonha. Amigo é aquele cidadão que te cumprimenta com um tapa na bunda em lugares públicos. Que te manda beijo em frente a sua nova namorada (que ele acabou de conhecer). Que, no meio de um supermercado lotado te pergunta se aquela linguiça tá "de bom tamanho pra você, amor" ou se você quer uma mais grossa ainda. Enfim, aquele que te coloca em situações constrangedoras SEMPRE!

- Amigo de verdade é aquele que não tem horário. Ele te liga as 4 da manhã e pede algo que você faz, logo após xingar ele até a décima quinta geração por te acordar, filho da p***. Mas você também pode ligar pra ele a hora que for que, após ser xingado, também vai conseguir o que precisa.


Enfim. Feliz da pessoa que tem alguém que se encaixa nessas regras. Eu, felizmente, tenho vários amigos assim e todos são igualmente importantes pra que eu me sinta bem. Como disse Mario Quintana, alguns deles não sabem o quanto são importantes pra mim - talvez pelo pouco tempo que temos -, embora isso não os diminua em nada. Mas, em compensação, tem alguns que sabem isso muito bem e que, às vezes, até abusam. Mas tudo bem, amigo é pra isso mesmo.
Eu só queria aproveitar esse dia - que repito, deveria ser mais importante que o Dia dos Namorados - pra reafirmar, para os que ainda não sabem disso, que eles são muito importantes para a minha vida e que, se não fossem por eles, tudo seria em tons de cinza.

É. Eu to sentimental hoje.

domingo, 12 de julho de 2009

Fiado Só Amanhã!

Bom, gente! Pra quem não viu o antepenúltimo post eu aviso de novo: o blog está mudando de nome, principalmente porque eu achava que Mapas do Acaso já não se encaixava direito no que isso aqui se tornou. Então aqui está: este pequeno blog agora se chama Boteco 84.

Mas por que Boteco, Gu?

Enfim... a ideia do nome surgiu lá em São Carlos, em um Boteco (ah, não diga!) em que uma pessoa que não importa quem é (hehehehe) disse que seria uma boa ideia e eu gostei. Principalmente porque boteco é aquele lugar em que se pode discutir sobre tudo, pode-se defender a ideia mais absurda ou a teoria conspiratória mais maluca que sempre vai ter um bêbado (ou garçon) amigo que vai te escutar.
Entre e fique à vontade que aqui o garçon é amigo e você chama pelo nome, o chopp é sempre gelado e o banheiro quase limpo. Sirva-se também da porção de fritas, do ovo de codorna fazendo aniversário e do indispensável rollmops.
Aproveite a promoção, mas os que bebem pra esquecer, por favor paguem adiantado.

E fiado só para maiores de 90 anos acompanhados dos pais.